domingo, 3 de novembro de 2013

Capítulo 6(parte 1)- Missão Impossível

Notas:

  • Primeira parte será somente de lembranças da Ali, de sua vida ainda na terra. 
  • 2° parte vai ser tipo as lembranças das missões.
  • 3° parte a continuação da história.
  • Espero que curtam. (Preparem-se pq hoje eu to dramática).
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Antes que percebemos, as lembranças vêem como onda. Nos atingem em cheio. Basta decidirmos se sabemos nadar ou não.

Verão 2000:

- Mããããe, eu estou com fome.- gritei enquanto chegava em casa, antes mesmo de ver minha mãe.

- Menina, você não para de comer.- Minha mãe me repreendeu, me deixando triste. Eu me sentia gorda, apesar de estar no peso ideal. Não queria falar nada a minha mãe, mas as vezes doía respirar.

- Desculpe mãe. Perdi a fome.- disse assim que uma dor forte veio. 

Estava ao auge dos meus 10 anos. Minha vida era fácil, brincar com os amigos, voltar para casa, comer e dormir. As dores que eu sentia concluía que seriam por causa das minhas brincadeiras diárias, aquelas de correr atrás de alguém até você pegar e daí ter que correr dele. Durante as aulas, minha diversão era desenhar conto de fadas.
 
Okay, eu acreditava nisso. Foi numa tarde de muito sol que minha falta de ar começou a me assustar. A dor era insuportável e eu comecei a gritar, alarmando todo mundo. Meus irmãos e minha mãe me levaram imediatamente para o hospital. Depois de vários exames eu ouvi quando o médico disse para minha mãe:

- Ela está com câncer, já está muito espalhado. Sinto muito.

Eu não sabia o que significava, mas eu chorei porque minha mãe me abraçou e disse que ficaria tudo bem. Nesse caso, nunca fica.

Inverno 2003:

13 anos êêêê! Ou não! Odeio inverno, odeio frio. Desde que descobri minha doença vivo minha vida ao máximo. Por isso, hoje eu quero fazer uma loucura! Sei lá, se eu for morrer, que eu morra sem arrependimento. Sentei no ''telhado'' de casa e fiquei olhando para rua. Logo meu primo Jonny apareceu do lado, sentando. Jonny sempre foi o tipo de garoto que eu imaginava(lembra aquele que eu desenhava? Poisé).

- Como você está?- ele perguntou. Todos sabiam da minha doença, todos sabiam que eu morreria.

- Eu estou bem.- sorri, eu realmente estava bem. 

- Bom, espero que melhore.

- Não vou.- sorri- Sei que não vou. Então... se eu fizer uma coisa não vai ficar bravo comigo?- gaguejei

- Não.- ele sorriu 

Me virei de repente o beijei, ele ficou surpreso, mas logo retribuiu.

- Nosso pequeno segredo.- sussurrei antes de sair e lhe dar mais um selinho.

Outono 2007:

17 anos, não tá fácil. Cada vez mais difícil levar a vida tranquilamente. Regulo a vida entre o hospital e minha casa. O médico sempre me diz para aproveitar, que talvez quando eu durma não acorde mais. Uma parte de mim tem grande medo. Eu vou sofrer? Eu vou chorar? Quem eu vou ver? Para onde eu vou? A morte é a única coisa que temos certeza e a única que não fazemos ideia. Meu irmão sempre me apoia. Nome dele é Alan. Ele morava no outro lado do estado antes, mas agora fica aqui comigo. Me fazendo rir, me lembrando de todos os momentos bons. 

Tê-lo é realmente o melhor de tudo. Alan e eu fomos muito próximos até ele se mudar. Agora tê-lo é como pensar que tudo voltasse ao normal. Mas não voltaria, nunca. Eu iria embora e Alan ficaria, e eu seria apenas mais uma estrela, olhando ele partir ao longe.

Primavera 2008:

Eu não passaria dessa noite me disseram. Todos estavam reunidos no meu quarto, rindo, lembrando coisas que ainda estavam vivas na minha memória.

- Muito bem, a visita acabou.- a enfermeira anunciou, pedindo a todos para saírem. 

Quando todos saíram ficaram somente eu, Alan, Mika(meu irmão mais novo, de apenas 5 anos) e minha mãe.

- Alan?- sussurrei com a voz fraca.

- Oi- ele pegou na minha mão, a apertando.

- Lembra aquela vez que você me lembrou no Cristo Redentor e me perguntou o que se passava na minha cabeça? 

- Lembro- ele sussurrou, as lagrimas rolando por seu rosto quanto no meu. 

- Eu pensava em como você seria feliz. Eu sempre soube- sussurrei tossindo- Você vai encontrar a garota perfeita, e vai ser muito feliz.

- E...- ele limpou as lágrimas- Quando eu tiver uma filha ela vai se chamar Alison, e ela vão ser tão linda quanto você. - ele sorriu

- Obrigado- tossi- Mamãe?

- Sim querida?- ela se aproximou

- Obrigado por tentar, por nunca desistir de mim. Eu te amo e sinto muito. Você vai ser muito feliz também e eu vou te ver lá do céu.- dei meu maior sorriso possível.

- Você vai virar um lindo anjo, querida. 

Fechei os olhos e tudo ficou preto. Ela não sabia o quanto essas palavras mudariam na minha vida. 


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Gente, triste a vida da Ali né!? O que será que essa maluquinha vai aprontar nas suas missões. Xiii, não quero nem ver....

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